No ritmo solidário

Exemplo de inclusão social, Maragojipe é referencia de música no recôncavo


Filarmônica Dois de Julho

Filarmônica Dois de Julho

Para compor um misto de arte e música no recôncavo baiano, Maragojipe é muito bem representado por duas filarmônicas que são o orgulho da cidade. Em um prédio simples com um amplo salão encontramos a primeira, a “Dois de Julho”. Lá estava um homem simples que dizia não saber dar muitas informações sobre o lugar, mas conversa vai, conversa vem, ele diz que é musico há mais de 15 anos.

Edimilson, 38 anos, simpático nos conta da bela trajetória da mais antiga filarmônica da cidade. A Dois de Julho, se apresenta várias vezes no ano e já foi muito requisitada até pela capital nos desfiles de sete de setembro. Embora afirme que há dois anos não são mais chamados em virtude de priorizar as novas escolas de música. Surge então, um espaço não só de música, mas de solidariedade e inclusão social.

A escola recebe alunos de toda a cidade, basta ir e demonstrar interesse pela harmonia e pelos sons, assim as notas começam a ser compostas para um futuro músico. Saindo-se bem na base, o maestro Djalma Reis convida para o grupo de músicos fixos. Esses são os que se apresentam nos eventos, e que um dia serão os futuros maestros baianos.

A segunda filarmônica é a “Terpsícore Popular”, aparenta ser mais provida de materiais e recursos e ao entrar e encontrar um ensaio improvisado, a fim de auxiliar um novo integrante, descobrimos que o grupo é vencedor de inúmeros prêmios. Um deles dito com muito orgulho por um de seus integrantes, Renato – toca trompete. O Festival de Filarmônicas do Recôncavo, que acontece de dois em dois anos premia o vencedor com ajuda financeira e instrumentos, mas a Terpsícore não compete mais, são apenas convidados para dar espaço para outras vencerem já que foram vencedores sucessivas vezes.

Lá estava Roberval, o novo integrante, aprendendo timidamente a tocar contra-baixo. Ele diz que seu pai era um grande fã da escola de música e sempre quis que um de seus filhos fosse aluno. Com muita vontade e talento Roberval ensaia todos os dias com Renato e Joílson – toca banzo. É nesse clima de companheirismo que funciona outro espaço musicado da cidade, com 129 anos, ensaios três vezes na semana.

Assim como a Dois de Julho, ali as aulas são de graça e seu objetivo é simplesmente ensinar. Os alunos que conhecemos são apaixonados pelos acordes simples e pelos complexos, aprender a arte de tocar um instrumento elegantemente e se apresentar na sua cidade é para eles de um valor impagável. Inegavelmente saímos encantadas e esperançosas por uma oportunidade de ouvi-los proferir em musica os maiores clássicos nacionais e internacionais. O Brasil de Vila Lobos deveria ter mais exemplos como esse. Para eles fica, os nossos parabéns.



RAQUEL PIMENTEL E TAIANE NAZARÉ

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