A esplêndida Igreja Matriz

Abençoada por São Bartolomeu, a igreja é uma das poucas construções tombadas da cidade


Igreja Matriz de São Bartolomeu

Igreja Matriz de São Bartolomeu


O encontro de águas do Rio Paraguassú com o Oceano Atlântico e as estreitas ruas não são a única atração de Maragojipe. A Igreja Matriz também é um marco na história e no patrimônio local, considerando que a partir de sua construção se deu inicio ao povoamento do lugar.

Fundada na metade do século XVII, a igreja de São Bartolomeu é um dos poucos imóveis tombados de Maragojipe. Majestoso em todos os aspectos, o templo guarda mais de três séculos de fé e devoção, desde o aspecto arquitetônico até o aspecto religioso.

Situada no ponto mais alto da Cidade, a Matriz de São Bartolomeu tem sua fachada virada para o poente, de frente para a localidade por onde começou a cidade: Rua Nova do Comércio. Em sua fachada há três portas em “cantaria e folhas almofadadas”, sendo que a do centro é em arco e as duas outras laterais são quadradas e um pouco menores, encima das janelas tipo guilhotina, no nível do coro. No seu interior, altares em “talha rococó e neoclássico”, acervo de imagens, telas, prataria e móveis de rara beleza, conforme consta do termo de tombamento do IPHAN.

Interior da Igreja de São Bartolomeu

Interior da Igreja de São Bartolomeu

A fé sempre esteve presente no cotidiano dos maragojipanos. Desde a construção da capela, contribuída pelo Bartolomeu Gato, a devoção ao santo São Bartolomeu é festejada anualmente. A festa, que perdura há séculos, tem início oficialmente no primeiro domingo do mês com o Bando Anunciador, um cortejo de cavaleiros e amazonas que saem pelas ruas da cidade entregando a programação oficial dos festejos em louvor ao santo.

No terceiro domingo acontece sempre a lavagem popular da festa, um cortejo de baianas sempre sai de um terreiro da cidade em direção a Matriz, para além da lavagem das escadarias do templo, fazer sua saudação “arroboboia” ao orixá oxumaré que no sincretismo religioso é São Bartolomeu. Hoje a lavagem é o inverso do que até 1930 se fazia em Maragojipe, até lá as ruas eram enfeitadas e o canto popular era outro “Quando eu vim da Bahia êa, êta…”.



CAIÃ PIRES E GABRIELLE ALANO

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s